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A QUERO MELANCIA existe pela diversão e é dada ao ridículo. O que é escrachado abre caminho pra despretensão e naturalidade que se vestir deveria ter. “Roupa é só roupa” e deveria mesmo ser só isso, sem tanta camada de significado que implicasse que quem veste seja mais ou menos, pior ou melhor. Não espere a linearidade da coerência, a consistência de significados muito profundos: a Quero Melancia quer a leveza de não se levar tão a sério e, com isso, abrir possibilidades de mudar, de ser muitas pra continuar fiel só ao que pode vir a ser.

 

Em contraste e, ao mesmo tempo, em coro, a Quero Melancia é também a sutileza máxima de ser o mínimo necessário. Os cortes retos e as modelagens elegantes não foram feitas pras passarelas, mas sim pra vida em que se vestir é mais uma expressão e menos um objeto de desejo. Limpando tudo o que é supérfluo e deixando a simplicidade do corte, fica a ideia de que pode ser ser fácil, fluido e natural se vestir.

 

A Quero Melancia faz roupa que é pau pra toda obra, uma roupa que tem vocação pra ser usada até gastar.

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